Quando pensamos em um país bilíngue, normalmente não pensamos no Brasil, mas em países como Suiça, Canadá, França, Espanha. Esses países são famosos por terem mais de uma língua oficial e/ou terem os chamados dialetos. Por outro lado, os termos “bilingue” e “educação bilíngue” vêm crescendo cada vez mais em nosso páis.
1)O Brasil é um país multilíngue!
Acredite: o Brasil pode sim ser considerado um país com mais de uma língua. Aliás, temos uma história multilingue! Além do Português e da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), existem mais de 200 línguas sendo faladas no território brasileiro. São em sua maioria línguas indígenas, mas também línguas trazidas por imigrantes — e que hoje já fazem parte do dia a dia de brasileiros há mais de três gerações —, além de línguas crioulas (criadas, adaptadas, híbridas) e línguas de origem africana.
2) A Educação Bilíngue é assegurada por lei
Aqui não estamos falando de bilinguismo inglês/português, mas sim da Educação Bilíngue Indígena e da Educação Bilíngue para Surdos. A legislação brasileira assegura às nações indígenas o direito de manter vivas suas línguas, culturas e identidades, bem como aos surdos o direito do acesso à escolarização por meio da Língua Brasileira de Sinais.
Quando o assunto é Educação Bilíngue em língua inglesa (ou outras línguas adicionais de prestígio, como o alemão, francês, etc.), ainda não há uma regulamentação em nível nacional, apesar de já haver avanço e um grande movimento nessa direção.
3) Escolas de idiomas e escolas bilíngues não são a mesma coisa
Tanto as escolas de idiomas quanto as escolas bilíngues formam sujeitos bilíngues! Entretanto, os caminhos e os objetivos pedagógicos são distintos. Enquanto que no centro de idiomas a língua é objeto de estudo (aprende-se essa língua, estuda-se sobre ela, analisa-se sua gramática e suas estruturas), na escola bilíngue a língua é meio de instrução. Em uma escola de idiomas aprende-se a língua, enquanto que em uma escola com uma proposta de Educação Bilíngue aprende-se por meio dela (e, nesse processo, claro, aprende-se a língua também!).
Aqui na Vergara, a língua é o foco, mas, sempre que possível, fazemos dela o meio para que o aluno possa desenvolver outras habilidades através do idioma. Por isso, prezamos pelo trabalho com projetos, debates sobre assuntos de outras áreas de conhecimento, aulas de vivência e de criatividade.
4) “Falar como um nativo”
Por muito tempo acreditou-se que falar inglês corretamente significava “falar como um nativo” ou “falar com sotaque americano ou britânico”. Hoje questiona-se o que exatamente seria falar como um nativo em um mundo em que a maior parte dos falantes de inglês não é de native speakers. Nos próprios países que têm a língua inglesa como idioma oficial existem inúmeros regionalismos e formas diferentes de falar e de se expressar (assim como temos no Brasil!). Pronúncia correta, contexto e adequação sim, são importantes. Independentemente do sotaque!
5) Falar outro idioma abre seus horizontes
Falar outras línguas é conhecer outros mundos possíveis, é ter acesso a diferentes formas de ser e estar na nossa sociedade; é olhar para além de si. Ao nos colocarmos no lugar do outro para entender como ele pensa e poder falar a sua língua, acabamos gerando empatia e diminuição de preconceitos.
Somado a isso, podemos ter acesso a mais oportunidades de estudo, de trabalho e de conhecimento. Conseguimos exercer nossa cidadania de forma plena no nosso planeta. Saber se comunicar em outro idioma, ajuda a comunicação na nossa própria língua e nos torna mais competentes ao escrevermos nossas ideias, discursarmos, exercitamos nossa criatividade e, consequentemente, nossa resolução de problemas fica mais aguçada também!
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